Pop Team Epic, essa coisa bizarra





 
Em 2014, uma pessoa muito loka da cabeça chamada Bukubu Okawa, começou a escrever e desenhar umas tirinhas 4koma (formato vertical em quatro quadros) para a revista Manga Life Win. Essas tirinhas são protagonizadas por duas menininhas fofas, a Popuko, a mais baixinha e irritada, e a Pipimi, que é mais alta e calma. Essa série de tirinhas se chama Pop Team Epic, e é uma bizarrice do caralho.

As situações vividas por Popuko e Pipimi, são tudo nonsense, de cunho sarcástico, nem diria humorístico, mas escrachado.
O mangá possui tirinhas nonsenses, algumas mais lezadas, e muitas piadas eu não entendi. Adoro coisas nonsense, mas Pop Team Epic tem algumas coisas que não consegui viajar muito. Porém ainda dei umas risadas com algumas tirinhas.

O quadrinho é bastante original e tem um humor único, mas algo que acho que ajudou a trazer sucesso, são as inúmeras referências a diversas coisas da cultura pop. Animes, mangás, games, comics, filmes, séries, tem referências a tudo.
Curiosamente existem algumas referências também ao Brasil. Não sei se intencional ou ocasional, mas é algo um tanto quanto recorrente.
O que mais me chamou atenção, foram as diversas analogias e críticas sociais encontradas. Como as pessoas se comportam na sociedade moderna, como veem o mundo e tudo mais. Acho importante um material que se popularize pela bizarrice, conseguir continuar popular abordando esses temas e passando uma mensagem. 
Mas o mais loko disso tudo, é que Pop Team Epic ganhou um anime agora no começo de 2018.E você deve estar se perguntando...


Pois é! Esse print é do primeiro episódio do próprio anime. A série é original mais uma vez e genial em termos de narrativa e estrutura. Construído encima de esquetes, que não necessariamente tem ligação entre sim, como uma sequencia de tirinhas, algumas dessas cenas são adaptações de algumas tirinhas, mas muitas são originais. E agora como anime, é possível zuar outros animes de melhor forma.


Um fato bizarro foi a publicidade encima do lançamento do anime. Toda informação encontrada no site oficial era a frase "There is no darkness but ignorance" (não tem treva, só cavalage) do William Shakespeare, e os teasers eram entrevistas com pessoas na rua e sequestro a luz do dia.


O mangá é compilado em volumes, pro Brasil a obra ainda não venho, mas foi traduzido não oficialmente pela Union Mangás. O anime tem exibição oficial pelas plataformas Crunchyroll e Hidive.



Fixa Técnica:

 
Mangá:
Nome: ポプテピピック(Poputepipikku)
Roteiro: Bukubu Okawa
Desenho: Bukubu Okawa
Revista que publica:
Editora: Takeshobo
Ano: 2014



Anime:
Nome: Pop Team Epic (Poputepipikku)
Produção: Kotaro Sudo
Direção: Jun Aoki e Aoi Umeki
Roteiro: Jun Aoki
Estúdio: Kamikaze Douga
Ano: 2018


Nota do Código 137:



Referências para esse post:
Pop Team Epic, em Wikipedia. Acessado em 09/01/2018.
DESTAQUES DO INVERNO 2018 | TriviaBox, de JBox. Acessado em 09/01/2018.
Pop Team Epic, de Bukubu Okawa, publicado pela Takeshobo. 2014.
Pop Team Epic, produzido pela Kamikaze Douga. 2018.




DICA DE QUADRINHO | Velocity


Como você pode imaginar pelo nome, Velocity é uma super heroína com poder de velocidade.
Criada por Marc Silvestri em 1992 junto com a equipe Cyberforce, a personagem apareceu primeiro na revista da equipe. Logo mais em 1995 ganhou sua revista solo, mas só voltou a aparecer em 2006, na revista que reiniciava a Cyberforce (com a saga Rising From the Ashes), agora contida no mundo da Top Cow Comics, parte da Image Comics que passou a retrabalhar alguns personagens específicos, os colocando em um universo compartilhado. Além da Velocity e a Cyberforce, também estão na Top Cow a Witchblade, The Darkness, Magdalena, Angelus, Aphrodite IX, Hunter Killer, dentre outros...

Depois desta série da Cyberforce, Velocity apareceu na mini saga First Born (que reunia todos os personagens da Top Cow até então), e no crossover Cyberforce/Hunter Killer. Em 2010 ganhou uma nova revista solo com quatro números contando a estória Decoys. Estas compiladas num único volume em 2016, lido por mim e abordado nesse texto. Infelizmente nunca foi lançado no Brasil.


Apesar de se passar depois dos eventos de Cyberforce/Hunter Killer, esta revista da Velocity é uma ótima introdução a personagem. Pode sem problema algum ser sua primeira leitura da heroína, caso você não a conheça.
Nossa amiga velocista Carin Taylor, narra o quadrinho do início ao fim, conversando com o leitor, falando pra caralho o tempo todo sem parar, fazendo piada, contando sobre si e nos fazendo conhece-la melhor. É uma personagem super carismática que me conquistou e se tornou uma das minhas heroínas favoritas.
Uma mulher forte, simpática, poderosa, divertida e estilosa.

Para comparar com os dois velocistas mais conhecidos, seus poderes de velocidade não são complexos como os do Flash, mas nem tão simples quanto os do Mercúrio. Velocity pode atingir grandes velocidades e criar redemoinhos, mas não atravessa paredes nem dimensões. O que não a impede de ter vantagem sob os velocistas citados em luta. A heroína é super ágil, flexível, dá altas voadoras, piruetas e cambalhotas.


Decoys, escrita por Ron Marz, tem uma premissa super simples e convencional. Não é nenhuma grande saga e nem uma obra prima. É um narrativa simples de super herói com o intuito de entreter e divertir. A estória se desenrola quando um vilão revela que envenenou toda a Cyberforce, incluído a Velocity. Como ela tem fator de cura, não está desmaiada como seus companheiros, mas precisa correr (literalmente) para salvar a vida deles e a sua própria.

A arte do quadrinho é linda! Sou fã do traço do Kenneth Rocafort, e somados as cores do Sunny Gho, fica um trabalho apreciável. 

Mas vamos agora falar de pontos negativos.
Vilão; Doutor Erasmus é um cientista louco, careca, ciborgue, com capangas e upgrades de boss posteriores. Coisas que você já viu em vários outros vilões por aí. Além disso, o personagem é fraco e aguado. 
Machismo; É um quadrinho de 2010 feito por homens que estão no ramo desde os anos 90. Então sim, a Velocity é sexualizada com roupa colada, decote enorme, e poses que realçam as curvas e os volumes do corpo.
Apesar disso, existe avanço em algumas coisas. É uma protagonista feminina foda, com coadjuvantes femininas fodas, que salva homens (não simplesmente homens, mas super heróis homens), e não se mostra submissa a nada.


Após esse quadrinho da Velocity, a personagem volta a aparecer repaginada em novas revistas da Cyberforce que reiniciam novamente a saga da equipe. Agora com um visual mais jovial, sem sexualização e bem diferente. As novas revistas da Cyberforce continuam saindo pela Top Cow Comics. Até a o momento da publicação deste texto, esses quadrinhos também não estão saindo no Brasil. Mas se você lê inglês, vale a pena dar uma conferida e conhecer esses personagens. Caso não, jogue a ideia para sua editora favorita pensar no caso.







  Onde encontrar para ler?
 Amazon: Disponível para compra em versão física e digital.
Top Cow: No site da editora tem os 3 primeiros números disponíveis para leitura gratuita.
Meios não oficiais: Se você procurar na internet, pode acessar todos os números.


Referências para esta matéria:
Cyberforce, em Wikipedia. Acesso em 08/01/2018.
Velocity (comics), em Wikipedia. Acesso em 08/01/2018.
Velocity, por Ron Marz e Kenneth Rocafor. Top Cow Comics, 2010.






Fixa técnica:
Nome: Velocity
Ano de lançamento: 2016
Roteiro: Ron Marz
Desenhos: Kenneth Rocafort
Capa: Kenneth Rocafort
Cores: Sunny Gho
Letras: Troy Peteri
Editora: Top Cow Productions





Nota do Código 137:





DICA DE QUADRINHO | Superman: Red Son, de Mark Millar


Superman matou foi pouco!

Calma, é só uma frase de efeito. Mas que não diz nenhuma mentira, o Superman não mata.

Governar não é uma tarefa fácil, principalmente quando sua intenção não é comandar um povo, mas apena ajudar da forma que conseguir.
E nessa árdua jornada para tornar do mundo um lugar melhor, o campeão da União Soviética, o herói do proletariado, o orgulho comunista, o nosso camarada Superman, passa pelos mais diversos perrengues para tentar pacificamente implantar o socialismo nesse mundão loko virado no capitalismo, e lidar com as encrencas cabulosas do seu amiguinho menos assumido de sempre, Lex Luthor.

 
 
O fato de todos conhecerem as histórias do Superman como mitos já consolidados na cultura e no imaginário popular, permite que essas histórias sejam recontadas com total liberdade de não explicar referências e modificar a vontade, abusando de licença poética e aproveitando o vasto universo DC, para criar um mundo alternativo totalmente novo.
Com isso temos maravilhosas obras a nossa disposição, e Superman - Red Son, é mais uma que constrói uma nova lenda acima de uma já existente, de forma primorosa, inteligente e criativa.

Permita se perguntar. E se o Superman tivesse crescido na Ucrânia ao invés do Cansas? E se o maior herói do mundo fosse russo ao invés de americano? Imagine as mudanças que isso traria para os cursos da história.

Foi pensando nisso que o aclamado roteirista Mark Millar (Kick-Ass, Guerra Civil, Wanted), criou um novo universo para mais uma história que celebra o espírito heroico do eterno homem de aço.


Gatolicismo: Magia do Caos, verdades ocultas e a crença em gatos



"Regozijai-vos filhos do homem, a palavra dos gatos chegou até vós."


Muita gente por aí já cultua gatos involuntariamente. Inclusive eu, e talvez você.
Mas o que muita gente por aí não sabe, é que existe uma crença que põe esses bichanos como entidades místicas cultuáveis e superiores a nós. Essa crença se chama Gatolicismo.

O Gatolicismo nada mais é do que uma série de práticas e conhecimentos trazidas a nós pelo escritor D. Lovecats, que viajou o mundo coletando essas informações, e as compilou em uma série de livros divulgada pelo blog Vias Ocultas. Até o momento temos quatro livros, quatro volumes de Gatolicismo, e a Bíblia Gatólica.

E se você até agora está pensando que isso tudo é zuera, e é claro que está pensando, saiba que de fato é. Ou será que não? O primeiro volume já traz de cara a possibilidade do Gatolicismo ser uma prática válida. Essa validação se daria pela Magia do Caos.
Em resumo, essa magia, também conhecida como Karosmagick ou Caoismo, é uma prática onde o magista pode criar seu próprio ritual ou sigilo mágico, e pedir a ajuda de quaisquer entidade que ele quiser. Incluindo personagens fictícios e personalidades vivas ou mortas.
Se a lida a respeito na Wikipedia parecer confusa, ouça o programa do podcast Mundo Freak Confidencial sobre o assunto, que tá tudo bem explicado.


Os demais volumes já saem um pouco do campo da magia do caos para algo mais narrativo e histórico. Eram os Deuses Gatos Fofos?, e Ilumigatts, A Verdade Revelada, contam sobre a influência dos gatos na vida das pessoas desde os primórdios da humanidade. Além de incluir é claro, informações sobre algumas entidades gatólicas e alguns ritos.

Já a Bíblia Gatólica, o mais precioso volume gatólico, é a mensagem final dos gatos parar a humanidade. A história de nossa origem e nosso destino segundo os Senhores Gatos.
Com direito a Gênese, Êxodo, Salmos, e até Apocalipse, essa ultima obre tem um detalhe especial.

Avisado de que ultimamente livros criptografados estão fazendo muito sucesso, D. Lovecats resolveu lançar a Bíblia Gatólica em português e também criptografada. E ele também sumiu após lançar esse volume, para ver se o sucesso aumenta, segundo ele, tão cedo outro volume não será lançado, se é que algum ainda sairá.


Todos os livros citados estão disponibilizados em PDF para download:

Livros:

Gatolicismo - A Very Fucking Chaos Magick

Gatolicismo vol 2 - Eram os Deuses Gatos Fofos?

Gatolicismo Vol. 3 - Ilumigatts, A Verdade Revelada

A Bíblia Gatólica - Um Evangelho dos Gatos para a Humanidade

A Bíblia Gatólica - Um Evangelho dos Gatos para a Humanidade - VERSÃO CRIPTOGRAFADA




Fontes referenciais:
viasocultas.blogspot.com.br
mundofreak.com.br
anticast.com.br



MÚSICA | Sobre Plumtree e Scott Pilgrim


Desde o surgimento de Scott Pilgrim, quadrinho de Bryan Lee O’Malley, e principalmente depois da adaptação para o cinema, que Plumtree deixou de ser uma banda que ninguém conhece, para ser uma banda que algumas pessoas conhecem. Isso se dá pelo Bryan ser super fã da banda e por referências pesadas na história. Mas antes de falar sobre isso, vamos conhecer as meninas.

Quanto a banda:


Tudo começou em 1993 com as irmãs Carla (a escorada nas costas da colega) e Lynette Gillis(a do meio), Amanda Braden (a da blusinha listrada) e Nina Martin (a da blusinha florida). Essas 4 amiguinhas canadenses da foto acima. Todas eram da cidade de Halifax (que obviamente fica no Canadá).

Carla e Lynette conheceram Amanda e Nina por intermédio de professores de música. 4 meses depois de se conhecerem, já se juntaram pra tocar e posteriormente formaram o Plumtree quando ainda eram menores de idade (o que nunca foi nenhum problema). Lynette era a baterista, Nina tocava baixo, Carla e Amanda tocavam guitarra e cantavam. O som ficou um indie rock underground bem legal.
Em 1993 e 1994 gravaram umas demos e um EP. Em 1995 saiu o primeiro álbum, que se chamou Mass Teen Faiting, e o videoclipe da música Tropical (que obviamente está no álbum), onde elas estão se divertindo muito e brincando na neve (coisa que você nunca poderá fazer aqui no Brasil). Nesse mesmo ano, Nina saiu da banda para entrar em uma universidade em Montreal. Convidaram então uma garota de Ottawa (capital do Canadá) chamada Catriona Sturton (imagem abaixo). Em 1996 a banda ganhou o prêmio de melhor banda canadense no YTV Achievement Awards.

Em 1997 lançaram o álbum Predicts The Future, o que contem a música Scott Pilgrim. Do álbum, saíram os videoclipes Scott Pilgrim, Go (música que está no filme Scott Pilgrim, apesar de não ter saído na trilha sonora oficial), e You Just Don’t Exist.

A banda então saiu em turnê e se popularizou bastante depois disso. Scott Pilgrim se tornou um single e Predicts The Future rendeu uma indicação ao East Coast Music Award de 1998.

Em 2000 a banda lançou seu último álbum chamado This Day Won’t Last At All. Deste, só saiu um videoclipe, que foi o da música Regret. Após isso a banda encerrou suas atividades.
Carla e Lynette fizeram vários outros projetos musicais. Hoje em dia estão numa banda chamada Overnight. Catriona está em carreira solo.

A banda se reuniu em 2010 e tocaram a música Scott Pilgrim na festa da lançamento do último volume da HQ. Neste mesmo ano foi lançado um álbum Best Of. Os albums estão disponível em CD, vinil, verão digital e tudo mais, no bandcamp da Label Obscura.




Quanto ao Scott Pilgrim:

Ele existe. 
Mas na verdade se chama Scott Ingram.

Certo dia, as meninas do Plumtree estavam conversando sobre ele e o confundiram com outro conhecido chamado Todd Pilgrim. Resultado: Chamaram o cara de Scott Pilgrim sem querer e escreveram a música.

Scott Ingram em 2010.
O resto você já pode imaginar. Bryan Lee O’Malley, o criador da HQ, era muito fã da banda e criou o quadrinho por causa da música. Mas não é só isso. 

Bryan era de Toronto (outra cidade do Canadá), e não sabia nem que o Scott da música existia. Quando ainda estava criando a HQ, seu amigo Comeau (aquele que conhece todo mundo [sim, ele também existe]) o contou essa história, o que fez o Bryan criar um personagem chamado Todd Ingram. Sacaram? 

Pois bem, ainda não acabou. Caso você não lembre, ou não tenha lido o quadrinho, a baterista do The Clash At Demonhead, banda do Todd Ingram e da Envy Adams, se chama Lynette Guycott. Lembrou? Não? O mesmo primeiro nome da baterista do Plumtree.

Michael Comeau, Lynette Guycott, Todd Ingram e Scott Pilgrim
Outra referência à banda está no filme. Foram os pôsteres de filmes falsos para o personagem Lucas Lee, o ator que já foi skatista interpretado por Chris Evans. 
Com exceção de Action Doctor, os títulos dos filmes são títulos de músicas do Plumtree.


Bryan continua fã das irmãs Gillis até hoje.

Carla, Bryan, Michael Cera (que interpretou Scott Pilgrim no filme), Amanda, Catriona e Lynette.
  




Referências:
plumtree.ca



CONTO | Pra quê adotar um gato?



– Pra quê adotar um gato se a gente já tem um cachorro?
– Pra fazer companhia a ele.
– Mas cachorro não gosta de gatos.
– Como você pode saber se eles nem se conhecem ainda?

Rina nada disse. Apenas pensou "é mesmo".

A feira estava acontecendo no centro da cidade. Não houve grande divulgação, as pessoas diziam umas às outras que iria acontecer até que chegou a sua mãe. Mesmo já criando um cachorro, que era muito amado e supria de forma satisfatória a necessidade básica e familiar do ser humano de se ter um bichinho. Porém, a mãe de Rina achou que seria uma ótima idéia aumentar a família com um gato, que poderia deixar tudo ainda mais feliz e agradável.

Rina só conseguia pensar em desavenças entre o gato e o Touro. O cão se chamava Touro. Ele não se parecia com um touro. Era magro e saltitante, mas a criança achou que seria uma ótima ideia batizar o animal dessa forma. Como se chamaria o gato? Rina precisaria olhar para o gatinho para poder pensar em algum nome que ficasse legal nele. Mesmo que o significado não apresentasse semelhança com o gato.
O local era grande, porém a feira em si ocupava apenas um pequeno espaço do centro de convenções. Embora a feira não fosse extensa, haviam várias pessoas circulando e olhando mais os produtos relacionados a gatos que estavam vendendo do que os bichinhos que estavam para a adoção. As pessoas chegavam com seus gatos em pequenas gaiolas e as empilhavam com o nome do tutor. Havia uma moça explicando que os gatos eram previamente cadastrados, os que são doados passam por castração, e quando adotados, o animais são microchipados com o nome e o endereço do novo dono. Não tem GPS, mas de alguma forma tem como saber se a pessoa abandonar.

– Certo – disse a mãe de Rina – olha essas coisinhas que fofura! Filha, você pode olhar os gatos, eu vou ver essas barraquinhas. Tem muita coisa linda aqui, meu deus. Tem até pra cachorro...
– Tá bem, mãe.

Rina ainda não sabia se queria adotar um gato, então esperava que algum a cativasse e a fizesse ter vontade de levar pra casa.

Haviam gatos de todos os tipos e tamanhos. A menina olhava e não se contentava muito. Em meio a miados, e pelos, ela esperava algo que se diferenciasse de seu cão, algo que ela não tivesse ainda, e mais importante que fosse preguiçoso o suficiente pra não arranhar as coisas dela.
Rina se afastou um pouco da feira.

– Ok Google! Pra quê adotar um gato?
– Num futuro próximo, conglomerados flutuam até as estrelas, elétrons e luzes viajam pelo universo, o avanço da computadorização, entretanto, ainda não eliminou nações e grupos étnicos.
– É o que?
A menina percebeu que aquilo não era o celular falando. Olhou em volta. Só havia um gato ao seu lado.
– Você fugiu? – o gato apenas a olhava – Tem alguém assistindo documentário aqui?
– Só estou lhe dizendo que o seu celular pode acabar destruindo você e sua espécie – disse o gato.
– Meu deus, você fala! Você é um robô? É por isso que tá solto por aí, alguém deve ter perdido.
– Menina, não tá vendo que eu sou um gato?
– Mas você fala. Então é um robô.
– Tem robô que não fala.

Rina nada disse. Apenas pensou "é mesmo".

– Veja, sei que é difícil de acreditar, mas eu sou realmente um gato.
– Então gatos falam?
– Não, gatos não falam.
– Mas você é um gato.
– Veja bem, me escute. Eu faço parte de um grupo seleto de gatos, que por um acaso falam. Essa feira é só uma fachada pra uma feira secreta por trás dessa onde estão se livrando da gente.
– Isso é muito louco!
Mas Rina pôde ver com seus próprios olhos. Não muito longa da feira, numa parte subterrânea do Centro de Convenções, havia uma outra feira. Também com gatos. Era como a feira que ocorria acima, mas seus transeuntes eram estranhos e familiares homens de gravatas e ternos intimidadores.
– Espera, eu já vi aqueles homens na TV. São presidentes?
– Alguns líderes mundiais e seus seguranças.
– Por que presidentes iriam se arriscar de vir todos ao mesmo lugar pra adotar gatos falantes? Poderiam mandar representantes. Isso não faz sentido.
– Você está aqui falando com um gato, nada faz sentido.
– Mas o que vocês são? Robôs?
– Não, eu já disse que a gente não era robô.
– Mutantes?
– Éramos pessoas. Humanos assim como você. Mas puseram nossos cérebros em gatos e agora querem se livrar da gente.
– Colocando pra adoção?
– É.
– Realmente nada faz sentido.
– Mas se você queria ver um robô, lá está um – o gato indicou o homem laranja com um topete estranho.
– O presidente dos Estados Unidos?
– Sim, ele é um bot, tipo esses do Twitter, controlado por pessoas odiosas que não tem bom senso.
– Não sei, eu não tenho Twitter.
– Vê as coisas que ele fala na TV?
– Eu não vejo TV.
– Sorte sua.
– Mas então, o que a gente faz?
– Não faço ideia, mas é bom que ninguém lhe veja.
Mas então alguém surgiu por diante deles.
– Olá – dizia a pessoa a mulher de cabelos curtos e rosto estranho – Já escolheu seu gato?
– Sim sim, eu vou levar esse. Minha mãe está assinando as coisas que tem pra assinar.
O gato falante vagarosamente foi ao colo de Rina.
– Só que não é pra passear desse lado, os gatos aqui são bem doentes e podem passar pra você.
– Tudo bem, eu vou procurar minha mãe.
Os dois então voltaram a feira comum. A mãe de Rina ainda estava vendo as coisas da barraquinhas.
– Mas então, o que a gente faz? – perguntou Rina.
– Eu vou lá soltar todo mundo.
– Você é doido?
– E o que você sugere?
– Ah, solta sim. Os bichinhos.
O gato olhou para Rina com reprovação. Silêncio de alguns instantes.
– Você precisa falar para aquela moça que não acha a sua mãe, e que me perdeu. Quando ela for te ajudar a procurar, eu vou tentar soltar os gatos.
– Mas a gente ainda vai ter que te achar depois.
O gato nada disse. Apenas pensou "é mesmo".
– Fala que desistiu e que quer um cachorro.
– Eu tenho um cachorro.
– Que quer outro gato.
– Tá bem então.

Então, os dois foram executar seu plano mirabolante. E não tem muito o que contar a respeito, porque foi exatamente isso. E deu certo. Por incrível que pareça, líderes mundiais que mais conversavam entre si, e seguranças que mais conversavam pelos celulares entre si, não notaram o gato abrindo gaiola por gaiola e todos os gatos fugindo rápida e cautelosamente.

Rina então, acompanhada da mulher estranha, encontrou sua mãe e agradeceu a moça, que voltaria para descobrir que os gatos haviam fugido. Ao ir falar com sua mãe, o gato reapareceu. Rina pegou-o do chão e disse "mãe, escolhi esse gato", de forma tão fria que sua mãe e o gato ficaram intrigados. Ao chegar em casa, em seu quarto, a menina e gato puderam conversar.

– Você sabe que eu não vou ficar com você né?
– Eu não queria um gato mesmo. Vou dizer a minha mãe que você fugiu.
– Você realmente não gosta de gatos?
– Não.
– Melhor assim.
– Mas onde estão os outro que você soltou?
– Olha pela janela.
Havia vários gatos circulando pela parte da rua na frente da casa. Esperando.
– Tomaremos nosso caminho.
– Onde vocês vão?
– Formar nossa Sociedade dos Gatos Falantes.
Então o gato se foi.
E pelos olhos mecânicos da menina robô, a moça de cabelos curtos e rosto estranho, observava enquanto mantinha Rina em cativeiro.

MÚSICA | BiS, sua nova formação, turnê e single

 

Lembro-me de como pirei quando vi a imagem promocional do Re:Stupid, ultimo album do BiS. Então hoje acordo e me deparo com esta imagem. Literalmente estou com dor no estômago, mas de empolgação.

(ainda não conhece o BiS? Clica aqui)

Um tempo atrás rolou o acampamento da WACK, empresa que organiza grupos de new idol como o BiS, BiSH e o Gang Parade. Como só vi informações em japonês, não entendi nada do que estava acontecendo, mas houve seleção de novas membros e decisões foram tomadas.

O BiS, formado por Go Zeela, Aya Eightprince, Pour Lui (fundadora do grupo), Peri Ubu e Kika Front Frontalle, lançou o vídeo da música Romeo no Shinzou mostrando suas integrantes descontraindo e interagindo naturalmente umas com as outras como uma forma se despedir da antiga (que faz pouquíssimo tempo que estreou) fase (isso sem contar que gives, o vídeo anterior, já era documental).



Após o lançamento do vídeo vem o anuncio oficial de que o grupo trocaria uma integrante com o Gang Parade e duas novas membros seriam inclusas.
Então sai Aya, do BiS e entra no Gang Parade, e sai Saki Kamiya do Gang Parade e entra no BiS. A primeira aparição da moça será numa apresentação no dia, 3 de maio, para promover o single SOCiALiSM (KARI) que será lançado dia 31. Porém antes, no dia 30, começa a BAD SOCiAL TOUR, onde serão introduzidas ao palco as novatas Momoland e Pan Luna Leafy.

A formação atual do BiS então fica Go Zeela, Pour Lui, Peri Ubu, Kika Front Frontalle, Saki Kamiya, Momoland e Pan Luna Leafy.

Porém Saki e Aya vão trocar de lugar outra vez e voltar a seus respectivos grupos no final de setembro.



PS. CURIOSIDADE: Saki já havia sido integrante do BiS antes de o grupo acabar em 2014, mas não havia voltado para a formação de 2016, que só contou com Pour Lui de membro antiga.

DICA DE QUADRINHO | Repeteco (Seconds), de Brian Lee O'maley



É um erro tentar fazer com que um erro do passado não tenha acontecido.

Tentar corrigir o erro gerado ao tentar corrigir um erro, é bem pior do que conviver com o primeiro erro cometido.
Não acertamos sempre, erros são aprendizados, são deslizes, são nossas vida. Apagar um erro é apagar uma parte da vida. Troca-la, mudar, e mesmo assim não seria melhor que aceitar o erro.

É o que aprendemos nesta linda HQ do Brian Lee O'maley. Assim como em Scott Pilgrim, temos personagens bem cativantes que nos fazem se apaixonar por eles, uma história bem ambientada, com seus detalhes e nuances particulares. Porém, diferente de Scott Pilgrim, Seconds tem um ritimo menos acelerado, é um drama fluído e envolvente, mais próxima da realidade, embora também tenha fantasia.

E vale avisar aos fãs de Scott Pilgrim que tem easter egg sim!

Seconds também trata de escolhas, relacionamento, e traz uma protagonista super fofa, legal e empolgante.
Katie é a chefa do restaurante Repeteco faz quatro anos, porem ela deseja ter seu próprio restaurante. No meio do caminho encontra fantasticamente uma oportunidade de corrigir alguns erros cometidos, mas acaba tendo de lidar com eles de qualquer forma.
Suspiros, paradoxos, romances e uma experiência incrível a espero ao longo da história.

DICA MUSICAL | Ruins of Elysium - Seeds of Chaos And Serenity


Lembra da Ruins of Elysium? Aquela banda de metal sinfônico que faz músicas sobre animes, games, cultura pop, outros temas, e que tem um vocal com uma voz incrível?
Então, após não muito tempo desde o lançamento de Daphne, o RoE volta com um album destruidor chamado Seeds of Chaos and Serenity.

Além de trazer novamente temas ligados a mitologias, e uma música sobre Shadow of The Colossus (chamada Shadow of The Colossus), o album traz um incrível épico de 40 minutos dividido em cinco partes sobre Sailor Moon.
Seeds of Chaos and Serenity está  muito mais operístico e bem mais trabalhado que seu antecessor. Não que o Daphne não seja bem trabalhado, pelo contrário. Porem o Seeds traz mais técnica, orquestração, e adição de vários elementos de outros ritmos e culturas, como já de cara é mostrado na canção Kama Sutra, que abre o album com elementos indianos. Todo o instrumental continua bom e os rifes como sempre estão ótimos, porém dessa vez o sinfônico e a ópera ganham mais espaço. O que não é nem um pouco ruim. É o trabalho mais épico da banda até o momento. Dentre as atuais bandas de metal sinfônico em atividade no mundo sonoro, Ruins of Elysium é sem dúvida uma das que mais cumprem o papel de juntar o metal com a ópera e a orquestra.

Se você curte metal sinfônico, cultura pop, e principalmente Sailor Moon, vai pirar ouvindo esse album.
Inclusive o épico sobre Sailor Moon dividido em cinco arcos já é um caso a parte. Arcos divididos como a ultima adaptação do mangá, Sailor Moon Crystal, Por fim posso dizer que o album ficou incrível! Foi uma surpresa. RoE é sem dúvida uma das bandas com maior potencial e crescimento que surgiram nos últimos anos.



Ainda não ouviu o album? Ouve e depois conta pra gente o que achou.

- Bandcamp
- Soundcloud
- iTunes

MÚSICA | Baiana System: Será que existe coisa boa no carnaval?




Será que Existe Coisa Boa no Carnaval? Sempre me pergunto... E caminhando nas estradas azuis do Facebook (Sério, essa rede social é igual aquele desenho "Caverna do Dragão" dos anos 80/90. Quero sair, mas NÃO CONSIGO! Continuando...), caminhando lá encontrei um vídeo estranho, um som quase inconfundível com tanta condutividade, com misturas em nexos musicais que em questão de desarmonia poderia ser uma bagunça, porém tem seu valor e sua vibração, o outro lado do vídeo é seu público, demonstrando comportamento não peculiar dentro de um carnaval onde se usa um carro gigante, um reinado comprado e uma anarquia controlada, porém o povo se diverte com muita porrada e alegria. SIM! Porrada e Alegria! Tu já viu isso? Não?! Então conheça a Baiana System!


Não sou muito simpática com o carnaval de Salvador Bahia, mas essa parada de Baiana System tem um jeito novo de fazer as coisas, os caras tocam um estilo novo que mistura axé, reggae, samba, rap, hip-hop, rock, eletrônico, MPB estilizado, funk e um mói de coisa dentro, enquanto seu público se comporta fazendo roda "punk", mosh, wall of death, pulando sem nexo, batendo a cabeça e lembrando o público do Rock. Bichooooo!! Estranho demais isso, um choque de cultura arretado, pensando abertamente e eletrizante ao ponto de deixar a pessoa com vontade de entrar nessa brincadeira! Depois de tudo isso, descubro na Internet que os caras vieram de um underground meio tenso, com shows quase sem ninguém e com vídeos que chegavam no máximo em 1 (um) mil visualizações, hoje eles estão tendo apoio (lógico!), porém reflito pensando: 

"Não é normal algo vir da Bahia assim. As vezes vem pronto, pré-fabricado, um pop forçado tocado mil vezes nas rádios compradas, é difícil ver algo assim subir no trio desse carnaval maquiavélico comercial."


No fim a banda tem a política (E parece que é desde o início a proposta) de não ter corda e nem abadá. Já pensou? Caraca! Contra tudo e contra todos em salvador com certeza! Não posso dizer que é um surgimento novo em relação a alvorada fênix do rock nacional, porém posso dizer que feito Chico Science & Nação Zumbi, esses baianos estão misturando os velhos para fazer acontecer o novo. 

Me empolguei com os caras mesmo sendo um estilo que gosto ter distancia, mas vou ficar atento nessa proposta pop que com certeza será comercializada pela "plinplin" brevemente.


Segue o canal dos caras para você curtir com estilo esse Carnaval: https://www.youtube.com/user/baianasystem







Esse texto estranho e desagradável foi Escrito por Jonas Pajeh!

Sou redator e escritor, tenho vários livros não publicados, dois blogs independentes, porém atualmente estou redigindo para o Canal Last Rock, dá uma olhada lá, Abraços a todos, segue link: https://www.youtube.com/user/lastrocknaoacabou



137cast #00: Que Zine é Esse?


Você sabe o que é zine? Já ouviu falar mas não entendeu muito bem o que era?

Magdiel Araujo, Camila Cerdeira (Preta, Nerd & Burning Hell), e as Fúrias Inara Régia, Laila Santanna e Morgana Boeschenstein, conversam sobre o que é o zine, suas origens, sua relação com outras mídias. e como veem os quadrinhos atualmente.





MÚSICA | BiS e seu novo album Re:STUPiD


O BiS (não conhece? Clica aqui), que desde novembro do ano passado anunciou um novo album para esse ano chamado Re:STUPiD, já está se preparando para lança-lo.
O album só chega dia 22 de fevereiro, mas a tour já começou, e como se vê na sensacional imagem acima (sério, eu amei essa foto), o grupo já trocou o figurino, e imagino que logo saia um videoclipe também (aposto na música SAY YES).

Enquanto isso, alguns singles vem sendo disponibilizados no soundcloud, e provavelmente o album inteiro sairá por lá quando for lançado.







O grupo criado e liderado por Pour Lui havia acabado em 2014 e retornado em 2016 com uma nova formação, lançando o quarto album Brand-new Idol Society2. É um album de releituras de algumas músicas de outros albuns com algumas inéditas. Se for começar a ouvir o BiS, recomendo que comece por ele, pois as novas membras mandaram super bem (ele tá todo lá no soundcloud).
Re:STUPiD será o segundo album com Go Zeela, Aya Eightprince, Pour Lui (única membra original presente), Peri Ubu e Kika Front Frontalle.